domingo, 29 de novembro de 2009

Os Fanzines como modo de expressão dos jovens de comunidades sobre a violência (Daniela Falci et alli)

Essa postagem é para divulgar o trabalho de uma amiga minha, Daniela Falci, assistente social pela Universidade Federal Fluminense e Pós graduada na PUC-RIO em atendimento à criança e adolescente vítima de violência.

Este trabalho foi apresentado no XI Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva - Abrasco (Recife, Outubro 2009) e contou uma pequena colaboração minha e de minha esposa, que realizamos a arte e a impressão do poster. Com um modelo diferenciado tentei passar o estilo próprio do fanzine, tema do trabalho.


Os Fanzines como modo de expressão dos jovens de comunidades sobre a violência



Autoras:
Daniela Falci Pereira*
Regina Maria Marteleto
Sinésio Jefferson Silva
Nanci Gonçalves da Nóbrega
O artigo foca nos jovens de comunidades populares em dois grandes centros urbanos- Belo Horizonte e Rio de Janeiro, tratando de suas identidades estigmatizadas por conta da representação sobre os ambientes de violência em que em que vivem na sociedade da informação.
É para os jovens que se têm se voltado às políticas sociais (ainda mínimas), mas, sobretudo as ações das próprias comunidades e seus movimentos, no que tange à ocupação dos jovens pela educação, trabalho, lazer, cultura, afastando-os, assim, da força de atração do tráfico de drogas. É nesse universo das experiências e vivências dos jovens que o trabalho de campo é situado, entendendo que mais do que levantar e tematizar os problemas da violência, é levado em conta a sua dupla face- a violência física e a violência simbólica- tratando-se de estudar o terceiro conhecimento que se constrói sobre esse problema.
Na análise de dados, verificou-se que para os jovens a violência apareceu como naturalizada, por meios de referências a casos de abuso e violência física vivenciadas principalmente no ambiente familiar e nas comunidades em que vivem, violação de condutas sociais e de respeito ao próximo e simbolicamente, por meio de citação recorrente dos jovens à censura que são vítimas, ligada á falta de espaços públicos para expressarem suas opiniões e suas manifestações culturais além do preconceito quanto ao jovem de periferia urbana, notado no entendimento de que este é incapaz de coordenar suas ações de maneira autônoma e consciente, além da discriminação racial e social, esta última ligada ao preconceito em relação aos moradores de comunidades e favelas.
Os dados coletados por meio das diferentes técnicas de pesquisa foram configurados e foi extraído textos para a produção compartilhada da série de três Fanzine's sobre a Violência

Os fanzines abordaram o enfrentamento da violência pelos jovens a partir de uma gradação de argumentação, em que intensificou a conscientização de que se os jovens são sujeitos singulares e sociais, com preciosa reserva simbólica e acervo pessoal e coletivo, com marcas, lastro e rastro, têm condições de produzir sentidos outros acerca do mundo, auxiliados por expressões criadoras, o que vai possibilitar o reconhecimento da força própria, apesar de tantas adversidades, para interferir na roda da vida e, também, nas políticas públicas em relação à violência.
*Apresentadora do trabalho. Assistente Social pela Universidade Federal Fluminense e Pós graduada na PUC-RIO em atendimento à criança e adolescente vítima de violência.




sábado, 21 de novembro de 2009

'Aparições'

Irei postar agora textos e frases minhas que saíram nas revistas SET (de cinema) e Super Interessante (assuntos Gerais).

A primeira vez que saí foi em 2000 na SET na qual eu pergunto sobre o filme 'TimeCode 2000". Filme de Mike Figgs que divide a tela dividida em quatro, onde diferentes histórias se passam simultaneamente, em tempo real. No clímax, todas se juntam inesperadamente. O roteiro, uma comédia de humor negro que satiriza o estilo de vida em Los Angeles, desdobra-se, literalmente, diante do espectador e conta a história de quatro personagens envolvidos no casting de seleção para o filme Bitch of Louisiana. Rodado em tempo real, ou seja, como um take contínuo, sem montagem, que dura 93 minutos já determinados. As quatro câmeras dançam através de meia dúzia de cenários e percorrem as ruas com uma continuidade assombrossa, acompanhando os personagens para dentro e fora de reuniões, compromissos e confrontos. Na tela, as imagens das quatro câmeras são exibidas simultaneamente ou em faixas horizontais, com quatro imagens projetadas da esquerda para a direita ou de duas em duas. Todos esses recursos permitem à platéia "montar o filme na retina", à medida em que transfere a atenção de uma imagem para outra e tenta acompanhar o enredo.(site: mostra.org)




Na segunda ocasiçãoencaminhei a SET uma carta (reproduzida abaixo) na qual descrevo minha impresão acerca da nova cara da revista. O interessante é que a parte gráfica, criticada por mim, foi radicalmente alterada duas edições mais tarde.




Em minha terceira "aparição" eu fui citado pelo leitor Fernando Dias Silva na edição seguinte da de cima. Contudo, meu nome foi grafado de modo errado: Allen Mahet. Será que tratou-se de uma referência ao diretor Woody Allen  que na verdade se chama Allan?






A citação abaixo foi na revista SuperInteressante e na frase curta eu critico a 'facilidade' que a ciência tem para provar suas multiplas teses, tema da revista no mês anterior.




sábado, 14 de novembro de 2009

Habemus Papam? (Allan Mahet, texto escrito em 2007)

Esse texto foi escrito por mim face a primeira visita do Papa Beto XVI, em 2007, por ocasião da V Conferência Episcopal da América Latina e Caribe e para promover a santificação de Frei Galvão em solo brasileiro.

Trato principalmente do norte teórico e a praxis adotada pela Igreja Católica na América Latina ontem e os para onde caminhamos após a escolha de Ratzinger para sumo pontífice.

Habemus Papam?
Allan Mahet

A primeira visita de Bento XVI ao Brasil veio cercada de polêmica. Em muito devido ao tema do aborto que cada vez mais ganha as páginas dos jornais e as pautas políticas. Fora isso chamou atenção a primeira canonização realizada fora dos limites do Vaticano, em um momento propício para a renovação de fé católica no Brasil que parou de perder espaço para as religiões protestantes.

Além dos pronunciamentos e encontros, Bento XVI em seu ultimo dia em solo brasileiro promoveu a abertura da V Conferência Episcopal da América Latina e Caribe. Sua presença, tão providencial quanto à 'santificação' de Frei Galvão em solo brasileiro, a que tudo indica, irá ditar os rumos das resoluções que serão promovidas no encontro e que nortearão a atuação da Igreja na região pelos próximos dez ou vinte anos.

Vive-se na América Latina nos últimos anos uma efervescência da esquerda - se legítima ou não é outro assunto - da qual poucas vezes em nossa recente história podemos ver. É justamente esse furor vermelho que incomoda 'Roma'.

Em 1958, quando as sublevações se indicavam ao redor do mundo, João XXIII, de papado transitório a princípio, promoveu drásticas mudanças na Igreja, a aproximando de seus fiéis, descentralizando o poder papal e abrindo as portas do Palácio de São Pedro ao povo. Ou quase isso. Antes da conclusão dos trabalhos do primeiro Concílio em quase cem anos, convocado por ele, o carismático e inovador Papa morreu, o que veio a comprometer os documentos finais do encontro mundial.

Contudo, os ecos promovidos pelo Concílio Vaticano II atravessaram o oceano e atracaram em terras tropicais. Em 1968, a II Conferência Episcopal da América Latina e Caribe, em Medellín deu o que podemos considerar o passo mais à esquerda que a Igreja (ou parte dela) tinha visto em dois milênios. As ditaduras pululavam como pragas em todo o continente e na visão dos bispos latino-americanos a Igreja não poderia se omitir. E assim como Jesus que escolheu ficar do lado dos miseráveis e oprimidos, a Igreja do Terceiro Mundo fez sua opção pelos pobres, seja através das lutas populares, seja pela conscientização da população sobre seus direitos.

Na Conferência de Puebla (1979) essa posição é reafirmada: a necessidade de uma tomada de posição frente à desumana realidade Latino-Americana.

Alguns setores da Igreja realmente procuram assumir esse papel e a partir do discurso de Medellín e Puebla se aventuraram na busca de uma práxis cristã alinhada com a defesa do povo e pela liberdade. Nasce assim a Teologia da Libertação. Com ela a Igreja ganha um papel fundamental na luta de classes, trabalhando em prol da transformação da ordem societária e se posicionando contra a opressão dos pobres pelos ricos. A promoção dos ideais libertários avançou em largos passos em um continente assolado pela opressão direitista de seus generais. Seus líderes combateram o massacre promovido pelos governantes latinos e por isso foram perseguidos, torturados, mortos (até pelas costas como Padre Jozimo), mas sedimentaram em nosso solo uma teologia na qual Cristo se mostra como um revolucionário, um transformador, que desce da cruz e ao lado dos pobres encara o seu algoz. E 'sua' igreja deveria cumprir esse papel. Uma igreja dos pobres (como Jesus) e para os pobres (como seu rebanho).

Obviamente esse posicionamento radicalmente 'humano' e progressista não ressoou agradavelmente nos corredores palacianos do clérigo romano que não mais contava com a presença do bonachão João XXIII. Como poderia uma organização que se esbanja em ouro e investe em bolsas de valores pelo mundo ir de encontro ao sistema capitalista? Como ficaria a imagem dessa instituição perante as potências mundiais que exploram o terceiro mundo? O medo da investida revolucionária em seu interior fez o Vaticano adotar medidas drásticas. Bispos foram transferidos de suas dioceses, reprimiu-se a atuação de padres em organizações populares, promoveram ameaças de excomunhão e impuseram o silêncio obsequioso a Leonardo Boff (ainda frei) nome máximo da Igreja da Libertação no Brasil, em um processo conduzido pelo ainda cardeal Ratzinger, presidente do novo tribunal da Santa Inquisição.

Assim a TL, reprimida, enfraqueceu e se restringiu aos círculos das Comunidades Eclesiais de Base.
O carismático João Paulo II com sua pesada mão tratou de suprimir a mais recente tentativa da TL se reerguer em sua última visita em solo tupiniquim e mais uma vez o conservadorismo falou mais alto e o povo católico da América Latina retornou ao seu papel de subserviente a Deus, à Igreja, ao Papa, aos grupos dominantes e suas leis. Os leigos retornaram ao degrau mais baixo do altar, afastando-se de Cristo, Jesus. Esta sombra que pairava sobre a Igreja dos bilhões de fiéis se enegreceu no último Conclave no qual a ala mais conservadora se fez novamente presente elegendo o mesmo Ratzinger, que calou Boff, ao posto (cargo) mais alto da Igreja de Roma.

É com a rigidez na defesa dos dogmas milenares (e outros nem tão antigos assim) que o `novo' Papa deu início aos trabalhos de Aparecida. Sua postura monolítica refrata qualquer discurso mais progressista. A crítica ao Marxismo é um aviso claro e sonoro aos religiosos e leigos que vivem na luta. O terror que provocou aos defensores da Igreja libertadora permanece vivo na memória de todo o Clero e são os sustentáculos para a contenção de uma reedição de Medellín e Puebla. A opção preferencial pelos pobres continua marcando a linha orientadora da Igreja na região, mas a luta permanecerá relegada a favor da benesse e da caridade. Nada mais conservador do que a consentimento pela doação. Ao clamar pela independência da Igreja com relação às ideologias políticas limita a defesa dos espoliados à evangelização. Nada mais conservador do que fugir à luta.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Super Especial 55 Tendências



Muito interessante esta edição especial da Super sobre 55 tendências que irão revolucionar as áreas da ciência, cultura, economia, etc.

Nela descobri coisas bem legais, inclusive sobre mim. Descobri que sou um millenials (jovem nascido entre 1980 e 2000) e que não necessariamente tenho todas as suas características. Também sou um extreme commuters (pessoa que leva mais de uma hora e meia para chegar ao trabalho. Na verdade eu seria um very extreme, pois estou levando aproximadamente 2h30 para ir da minha casa ao trabalho. Ida e volta são quase 5 horas que tento ler e escrever algo, assim pelo menos as aproveito para algo.

Esta mesma revista atraiu meu interesse em ler Chris Anderson, autor de Free - O Futuro dos Preços em que explica como várias coisas (um pen drive por exemplo) podem custar tão pouco ou nada e como tem de ser buscadas alternativa para baratear os mais diversos produtos.

Também fiquei sabendo que Google Wave pretende revolucionar o e-mail e que o mundo do trabalho pode passar por uma revolução que poderá nos fazer trabalhar menos, melhor e em casa.

Enfim, bacana e imperdível.

Para quem conseguir a revista sugiro as reportagens abaixo:

2. Onda de E-mail: sobre o Google Wave.
4. Como um Pen Drive de 128Gb pode custar R$ 30,00: como complemente sugiro procurarem na net o Kingston DT 200 e DT 300, de 128 e 256 GB de memória respectivamente)
6. A Pirataria Venceu...: e as estratégias para se perder menos.
8. O Fim do Trabalho.
9. O Emprego segundo a Geração Y.
10. A Vitória da Turma de Pijama.
17. Elas te Deixarão Ligadão: ler também a matéria de capa da Super de Novembro 2009
23. Multitenimento.
25. O Cinema depois de Amanhã.
27. Dois Mundos, uma Realidade.
33. O Carro é o Novo Cigarro.
35. Viver em Trânsito.
50. Revolução Industrial 3.0.
52. Destrinchando Números.



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Avatar de James Cameron


Um dos filmes mais aguardados do ano irá estrear no Brasil em 18/12.

'Avatar' de James Cameron conta a história de Jake (Sam Worthington), ex-soldado da Marinha paraplégico que é levado a Pandora, um planeta que é habitado por alienígenas conhecidos como Na’vi, raça humanóide com língua e cultura próprias e de cor azul. A convivência com os Na'vi só é possível para humanos através de projeções chamadas Avatares.

Segundo o cineasta 60% das cenas foram feitas completamente no computador. Para chegar ao nível de realismo e perfeição desejado, Cameron teve de desenvolver uma câmera especial, chamada Pace, que irá reinventar a tecnologia 3D.

Outro atrativo é a projeção do filme em I-MAX. Trata-se de um formato de filme criado pela canadense IMAX Corporation que tem a capacidade de mostrar imagens muito maiores em tamanho e resolução do que os sistemas convencionais de exibição de filmes. Uma tela padrão IMAX tem 22 metros (72 pés) de largura e 16,1 metros (53 pés) de altura, mas podem ser maiores.

Apoiado em ampla pesquisa na área de ciências humanas e biológicas, o mundo dos Na'vi conta com uma infinidade de espécies de plantas e organismos que 'teoricamente' seriam viáveis de existirem em uma atmosfera alienígena. A cultura de Pandora foi apoiada por estudos em antropologia e sociologia.

No elenco estão Sigourney Weaver (Uma Mãe para o Meu Bebê), Michelle Rodriguez (Velozes e Furiosos 4), Giovanni Ribisi (Inimigos Públicos), CCH Pounder (A Órfã) e Matt Gerald (Choke - No Sufoco). O filme estreia no dia 18 de dezembro.

Confira os Trailers no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=2LQkTQ1foSU&feature=popular

http://www.youtube.com/watch?v=XoPQLsTZoU8&feature=channel

http://www.youtube.com/watch?v=tyg9mE2frJ8






 



sábado, 31 de outubro de 2009

Distrito 9 (District 9, EUA, 2009, Neill Blomkamp com With Sharlto Copley e Jason Cope)

Geralmente filmes sobre ETs caem na obviedade de nos retratar como os bonzinhos defendendo nosso planeta contra a tirania dos cruéis e impiedosos seres (sempre) mais desenvolvidos.
Quando este mesmo gênero foge desse lugar comum, também geralmente, somos presenteados com bons filmes como por exemplo: O Dia em que a Terra Parou, ET, Contatos Imediatos dos Terceiro Grau, Enigma do Abismo, Esfera, dentre outros. Além de remarem contra a corrente, estes filmes primam por conduzirem a história com uma carga dramática acentuada (o que às vezes prejudica sua performance nas bilheterias, afinal não são todos os adolescentes que estão dispostos este tipo de filme) ou enveredarem por reflexões sociais e existenciais.

Eis que temos mais um exemplar que nos brinda com todas essas características incomuns. Distrito 9, cuja realização se deu graças ao aval de Peter Jackson ao novato diretor (em cinema) Neill Blomkamp, revela um olhar bem particular sobre os seres extraterrenos.

Para começar, eles já estão na Terra a 20 anos e para decepção estadunidense eles não aterrissaram sobre Nova Iorque e nem Washington, foram para Johanesburgo, África do Sul. Provavelmente desconectada da nave mãe, os ETs não conseguem voltar e ficam perdidos e sem comando, passam fome e são 'ajudados' pelos humanos. O que se iniciou como um programa de cooperação interplanetário acaba formar um gueto, uma favela cujo nome homônimo do título foi inspirado em um bairro da Cidade do Cabo.  Sem qualquer estrutura, os seres são tratados como cidadãos de ultima categoria, com apenas dois direitos: o primeiro é não ter direito e o segundo é não abusar do primeiro (cortesia do meu amigo Helio da REDUC).

Em pouco tempo os camarões, como são chamados os ETs, se transformam em um problema para a população local e para os governantes. Subjugados, mesmo com superioridade física e tecnológica, os camarões convivem com a sujeira, a falta de comida, o tráfico e a opressão do Estado e ostilização da população humana. Qualquer semelhança não é mera coincidência. 


Quando a situação se torna insustentável, cria-se um plano de realocação (expulsão) dessa população para uma área longe do centro urbano. Lembra da reforma urbana carioca de Pereira Passos? A lógica é afastar o problema da visão de todos ou pelo menos dos políticos e mais abastados. 
Até aqui não temos mais do que dez minutos de filme e a trama irá se desenrolar a partir desse plano de 'realocação' alimentada por uma tentativa de fuga e uma contaminação de um dos agentes por um fluido extraterrestre que irá mudar a visão dele (e a nossa) com relação a convivências entre as duas espécies. 

O impacto que a inter-relação entre esses dois mundos, o individualismo, a (falta de) humanidade e a falta de escrúpulos da figura estatal incrementam a história que aliada a muita ação, tiros e mais tiros, dão ao filme um ritmo frenético. 

Outro ponto interessante e a estética inicial do filme que conta com takes em forma de documentário e imagens de câmeras de seguranças que dão um 'que' de credibilidade à história á exemplo de 'Bruxa de Blair', 'Quarentena' e do novato 'Atividade paranormal'. 

Um sopro de criatividade e coragem em uma indústria que se acomodou a realizar continuações das continuações e beber de fontes quase secas. 

Muito interessante e imperdível são os sites que dão apoio a história, dá até pra se candidatar a vagas na MNU ou se registrar como um camarão. Ontem recebi mensagem do Christopher (só vendo o filme para entender). 

Nota: 10

Sites:
http://www.d-9.com/
http://www.multinationalunited.com/

http://www.district9movie.com/
http://www.district9game.com/
http://www.multinationalunited.com/training/

Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=69utrKauwVQ




Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, EUA, 2009, Quentin Tarantino)

Imagine um filho gerado por dez anos. è mais ou menos essa a sensação que Quentin Tarantino deve ter tido quando entrou no set para filmar 'Bastardos...' Por longos 10 anos (ou mais) falavasse nos corredores de Hollywood que Tarantino não tinha um final para seu roteiro. Ele rebate e fala que na verdade não conseguia parar de escrever. O roteiro chegou a sofrer o risco de virar minisérie mas os Deuses da sétima arte deram uma mãozinha e o transformou em um dos melhores filmes sobre a 2º Grande Guerra já realizados e praticamente esgotando o tema (Rodrigo Salem na edição 266 da revista SET fala sobre isso). Não há mais o que transmitir, interpretar. Pelo menos fechou com chave de ouro. O filme retrata uma França ocupada pela Alemanha nazista e conta a história de um plano para matar o alto escalão alemão que irá envolver um grupo de caçadores de escalpos nazistas (isso mesmo, escalpos) - os tais bastardos do título, uma vingança pessoal e uma première de um filme sobre um 'herói' de guerra. Tarantino mescla habilmente humor, drama, tensão e (óbvio) violência. As vezes escorrega no ufanismo mas logo depois ridiculariza o próprio norte americano. Quem for cinéfilo vai se divertir com as dezenas de referência expostas (as vezes gritantemente). No final temos um ótimo registro fictício mas que ficamos imaginando o quanto seria interessante se realmente tivesse acontecido.

Não é a obra-prima de Tarantino, este título dificilmente fugirá de Pulp Fiction (apesar de eu gostar mais de Cães de Aluguel), mas é indispensável.

Nota: 10
Site: http://www.paramountpictures.com.br/bastardosinglorios/

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=iON5wDEl-_o&feature=player_embedded

Filme: Tá chovendo Hamburguer (Cloudy With a Chance of Meatballs, EUA, 2009, Phil Lord e Chris Miller)

Algo muito interessante é ir ao cinema sem pretensão e sair muito satisfeito. Com um tema a primeira vista um tanto medíocre, 'Tá chovendo hamburguer' só chamou minha atenção por ser em 3D, mas a grata surpresa veio em poucos minutos com uma impressionante qualidade visual e pelo humor muito bem equilibrado. Na trama, baseada no livro de Judi e Ron Barrett, um jovem, nerd e fracassado cientista vive com o pai em uma cidade pesqueira situada em uma ilha. Cansado de viver das sardinhas que movimentam a economia local, Flint Lockwood (voz de Bill Hader no original) cria um sintetizador de comida. Basta adicionar água e... pronto! Ele gera a comida que o usuário desejar. Um acidente, porém, coloca a máquina na estratosfera - e Flint, atendendo os desejos da população e do prefeito, começa a fazer chover comida várias vezes ao dia. Mas conforme cresce a montanha de comida desperdiçada, aumenta também a ganância e a barriga do prefeito e dos demais habitantes. Os exageros são permitidos em uma obra como essa e a transformam em uma ótima comédia para pais e filhos de divertirem muito e sem medo.

Nota: 8


Site: http://www.sonypictures.com.br/Sony/HotSites/Br/cloudywithachanceofmeatballs/

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=egeE-0aMiBs&feature=related

Filme: Te Amarei para Sempre (EUA, 2009, Robert Schwentke. Com: Eric Bana e Rachel McAdams)

Misturar viagem no tempo e romance poderia render um filme piegas, porém, 'Te amerei...' até que consegue se segurar até o fim mostrando as consequencias emocionais que as indas e vindas no tempo podem trazer a quem as faz e para quem convive com essa pessoa. As constantes viagens confundem um pouco e numa análise mais profunda podem traduzir alguns furos, mas nada que comprometa o resultado final. Talvéz o que mais cause estranheza´é a naturalidade cm que o assunto é tratado por todos que sabem desse 'dom', o que convenhamos pode ser tudo menos ser encarado com naturalidade. Apesar de as vezes o casal ser um pouco frio e não transmitir o sentimentalismo necessário pode levar os lenços de papel, pois, os litros de lágrmas são inevitáveis.

Nota: 6

Site: http://www.thetimetravelerswifemovie.com/

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=cUibrgH9hCY

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Guerra, As Olimpíadas e As "Soluções".






















A Guerra, As Olimpíadas e As "Soluções".

Fico imaginando qual seria seria o tamanho da repercussão e estrago que a tsunami de violência do final de semana passado se acontecessem antes da eleição para cidade sede das Olimpíadas.
Fico imaginando a cara dos representantes municipal, estadual e federal tentando explicar o inexplicável lá na Dinamarca.
Fico imaginando o que se passa nas cabeças dos homens e mulheres que decidiram por conceder ao Rio de Janeiro a oportunidade de sediar o maior e mais importante evento do mundo, - 'será que fizemos a coisa certa ?".
É óbvio que somente devido ao resultado daquela votação de duas semanas atrás é que o assunto tomou o vulto na imprensa internacional (principalmente espanhola e estadunidenses). Do contrário 'apenas' a derrubada do helicóptero seria vista com maior surpresa .
Porém são óbvios e necessários os questionamentos quanto a capacidade de serem resolvidas as questões relativas a segurança.
O projeto do Rio prevê como projeto para a área: " a completa integração dos três níveis de governo na área de segurança... (apresentando) o conceito de ‘polícia de proximidade’, que antes da repressão, traz intervenção social e interação com os jovens". Também ressalta as operações de segurança dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 e que o Rio de Janeiro tem experiência em grandes eventos e os Jogos Pan-americanos provaram isso mais uma vez.
Muito bem. Até sabemos que quando se trata de eventos de porte: Carnaval, Reveillon, Pan e etc, o sistema de segurança até funciona adequadamente. Roubos e furtos acontecem, mas de modo geral é satisfatório. Porém não é suficiente. Não adianta passar as Olimpíadas em branca nuvem e voltarmos a enfrentar grandes tormentas depois. O plano proposta não é claro (pelo menos não no site do projeto) sobre o legado voltado a segurança.
No Pan o Rio ficou com os carros usados durante o evento. Legal ... e daí. Equipamento por si só não trazem (e não trouxeram) muito resultado.
Trazendo novamente para o que está ocorrendo atualmente, já se fala em equipar a PM com armas, helicópteros e blá, blá, blá...
Nenhum projeto sério para a área de segurança pode se basear pura e simplesmente em colocar mais munição na mão da polícia.
Onde está a parte estratégica, policiamento das divisas para não deixar entrar armas e drogas, combate a corrupção interna, eficaz e ético trabalho do judiciário?
Onde está a real transformação social que pode fazer cair os níveis de criminalidade cotidianos?
Somente a coerção não traz resultados satisfatórios a longo prazo. Podemos ganhar com uma diminuição a curto prazo, porém esta não é sustentável.
Diversos países, Estados Unidos é exemplo, com a implantação de políticas de 'tolerância zero', conseguem resultados ótimos em curto período de tempo, mas que não se perpetuam, não se solidificam.
As ações repressoras (dentro de lei e no local correto) e social tem de acontecer simultaneamente. E após implementadas as transformações necessárias, a anterior repressão possa ser transformada em ação contingencial, de manutenção.
E mais, não adianta prender criminoso 'pé de chinelo' no alto do morro enquanto deixamos vários outros engravatados (e playboizinhos) em Brasília e nas Zonas Sul do país livres. Pois estes sim são os verdadores geradores da violência, são eles que promovem a desigualdade e a espoliação do povo pobre.
A articulação do crime organizado e sua desarticulação, passam por todas as esferas: legislativas, judiciária e executiva e por isso não podemos chamar de estado paralelo. Lembre-se paralelo são duas retas que não se encontram, o que não é o nosso caso. A todo momento esses 'dois' poderes se cruzam e é somente desarticulando esses 'encontros' e que podemos ter segurança não apenas durante grandes eventos mas sim em nosso cotidiano.
Allan Mahet

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sobre as Olimpíadas Rio 2016


Muita gente me questiona sobre o apoio e minha alegria na conquista do Rio de Janeiro para ser a sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Como um sujeito que se diz politizado, contra-hegemonico pode concordar em investimentos de tamanha grandeza em um lugar onde reinam a pobreza, violência e a falta de estrutura. Como posso aprovar algo que vai engordar ainda mais os bolsos daqueles que já tem muito e uma festa onde será evidenciada uma grande roubalheira.

Pois bem, eis que afirmo: as Olimpíadas podem ser, talvez, a maior oportunidade de serem realizadas transformações urbanas que tragam benefícios ao povo carioca. Digo isso não pelas construções esportivas em Jacarepaguá e Barra, que irão beneficiar e valorizar a elite fluminense, mas sim, pela infra estrutura ligada a área de transportes e remodelagem das áreas do porto do Rio e entorno (Gamboa, Santo Cristo, Rodoviária) que são TRÁGICAS, e da região do Sambódromo, que chaga a ser constrangeradora.

Falo isso, pois, essas reformas passam de 'simples' promessas de campanha para obrigação, condição 'sine qua non', para a efetiva realização dos Jogos. Tudo bem que é muito pouco provável que haja mudança da cidade sede. Mas essa menor possibilidade pode acabar coma imagem pública dos diversos políticos envolvidos. A execração pública e midiática seria tamanha, que eles poderiam dar por encerradas suas carreiras. Além obviamente da possibilidade, única, de assistir este incrível evento em minha cidade, são estas as motivações pela qual apoiei e torci pela eleição do Rio.

Mesmo crendo que à pressão de sobra para que tudo planejado seja realmente executado, é indispensável o controle sobre os gastos e acompanhamento do que é executado para não repertir-se os erros do Pan 2007 com relação ao superfaturamento apontado pelo Tribunal de Contas e possíveis desvios financeiros. Portanto, ganhar esse evento foi a parte mais fácil, o verdadeiro exercício de superação vem agora.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Transportes Públicos são um caso de polícia !!

A zona é generalizada. Barcas, Trens, Ônibus e Metrô. Tudo é um lixo só. A confusão de hoje só mostra a falência do sistema e a má gerência sobre as concessões (isso mesmo, se tratam de concessões) dos órgãos responsáveis.


http://amahet.blogspot.com/2011/05/barcas-sa-e-empresas-de-onibus-o-caos.html

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Fotos Barcas

Como prometido estou postando fotos dos serviço oferecido pelas Barcas S.A.


Outra confusão, barcas atrasadas, superlotação do terminal.

Terça-feira, 1 de setembro de 2009, 19:00



Filas enormes na estação de Charitas.
Segunda-feira, 13 de abril de 2009, 08:27


Confusão na plataforma de embarque.
Quarta-feira, 8 de abril de 2009, 20:00



Quebra-quebra, catracas liberadas, falta de barcas, zona total 
e... até cães da PM.
Quarta-feira, 8 de abril de 2009, 19:57

Veja também meu recente post: 

"Barcas S.A. e empresas de ônibus

o caos do Transporte na terra de Araribóia."


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Barcas S.A. Vergonha Estadual

O primeiro post deste Blog será para aumentar o filão dos que não aguentam mais os serviços prestados pelas Barcas na travessia Rio-Niterói. Não são novidades os frequentes atrasos, confusões e reclamações quanto aos serviços prestados pela concessionária. 


Ontem, dia 02/09/2009 no retorno para Niterói por volta das 18:00 novamente foi presenciado o mesmo desrespeito aos usuários. Filas enormes, hiperlotação do terminal de embarque, falta de barcas* etc. Hoje, dia 03/09/2009, no embarque na estação de Charitas (Serviços de catamarã ao custo de R$ 8,00 normal ou no meu caso R$ 4,20 + R$ 7,00 do onibus integração) novos atrasos em consequencia, segundo representantes da empresa, da grande demanda. O tempo de espera chegou à 35 minutos (mais do que o dobro do intervalo entre as embarcações) que somados a travessia de 20 quase chegam a 1 hora.



Os usuários estão cansados de tanto descaso. Paga-se por um serviço caro e que não apresenta uma qualidade a altura. Até uma CPI foi montada na Alerj para investigar a concessionária. 


O deputado estadual Gilberto Palmares é o presidente da CPI e conta com José Nader, como relator, e Conte Bittencourt, como vice-presidente. O seu relatório final foi aprovado em 09/06/2009.



Os principais propostas da CPI estão descritas abaixo.

. O retorno da barca da madrugada
. A redução das tarifas para Paquetá, Ilha Grande e Ilha do Governador
. A utilização dos recursos do ICMS pagos por Barcas na melhoria das linhas de Paquetá, Ilha do Governador, Ilha Grande e implantação da estação em São Gonçalo
. A garantia do oferecimento de 12 mil lugares nos horários do rush na linha Rio/Niterói/Rio
. A realocação dos quiosques do terminal da Praça XV
.Validação do Riocard em todas as roletas
. A abertura do edital de licitação para a estação de São Gonçalo
. Apresentação de projeto de lei estabelecendo um tempo de vida útil para as embarcações
. A construção, por Barcas S/A, das três embarcações previstas no empréstimo feito junto ao BNDES
. A implantação do bilhete único no próprio sistema, permitindo que os usuários possam reembarcar em qualquer estação sem pagar nova passagem
. Implantação, a curtíssimo prazo, do sistema de integração intermodal
. A realização, pelo governo do estado, de estudos que permitam a instalação de uma estação de passageiros em um dos armazéns do porto
. Recomendar ao governo do estado que as multas aplicadas sejam realmente pagas e não supostamente revertidas em benefício dos usuários.
A CPI aprovou ainda regras para futuras concessões, estabelecendo que os novos contratos proíbam o controle acionário das concessionárias de serviços públicos de transporte de passageiros por acionistas de modais concorrentes.


Irei postar mais tarde algumas fotos que evidenciam a luta diária dos usuários para usar esse meio de transporte.


Veja Também meu recente post: Barcas S.A. e empresas de ônibus: o caos do Transporte na terra de Araribóia."