quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Navios de cruzeiro ainda encontram porto no Haiti por Robert Booth, no jornal britânico The Guardian



A noventa quilômetros da zona devastada pelo terremoto no Haiti, navios luxuosos de cruzeiro atracam em praias privadas, onde os passageiros aproveitam para andar de jet sky, de paraquedas puxados por barcos e para beber coquetéis de rum levados até suas cabines.

O "Independência dos Mares", de 4.370 lugares, de propriedade da Royal Caribbean International, desembarcou no resort fortemente vigiado de Labadee na costa norte do Haiti na sexta-feira; um segundo navio de cruzeiro, de 3.100 passageiros, o "Navegador dos Mares", vai atracar.

A companhia de cruzeiros da Flórida aluga a península coberta de florestas e suas cinco praias cristalinas do governo para os passageiros relaxarem com esportes aquáticos, churrascos e compras em um mercado de bugigangas antes de retornarem a bordo no fim da tarde. A segurança é garantida por guardas armados.

A decisão de ir adiante com a visita dividiu os passageiros. Os navios levam alguns alimentos para entregar como ajuda e a empresa de cruzeiros prometeu doar tudo o que ganhar com a parada em Labadee aos haitianos que sofreram com o terremoto. Mas muitos passageiros decidiram ficar a bordo; um disse se sentir "com naúseas".

"Não consigo me ver tomando sol na praia, brincando na água, comendo churrasco e aproveitando de um coquetel enquanto [em Porto Príncipe] há dezenas de milhares de pessoas mortas sendo jogadas nas ruas, com os sobreviventes em choque procurando por água e comida", um passageiro escreveu num fórum da internet sobre o cruzeiro.

"Foi suficientemente duro sentar e comer um almoço em Labadee antes do terremoto, sabendo quantos haitianos morriam de fome", disse outro. "Não consigo imaginar mastigar um hamburguer lá agora".

Algumas das pessoas que fizeram reservas em navios programados para atracar em Labadee tem medo de que gente desesperada tente invadir os resorts pulando as cercas de 4 metros para conseguir comida e bebida, mas outros parecem determinados a aproveitar as férias. "Estarei lá na terça-feira e vou aproveitar a excursão e o meu tempo na praia", disse um deles.

A companhia disse que a questão de "promover uma experiência de férias tão perto do epicentro de um terremoto" tinha sido tema de um debate interno considerável antes de decidir incluir o Haiti nos itinerários das próximas semanas.

"No fim das contas, Labadee é crítica para a recuperação do Haiti; centenas de pessoas dependem de Labadee para sua sobrevivência", disse John Weis, vice-presidente. "Em nossas conversas com o enviado especial das Nações Unidas para o governo do Haiti, Leslie Voltaire, ele notou que o Haiti vai se beneficiar da renda gerada pelos navios. Também temos tremendas oportunidades de usar nossos navios como meio de transporte para levar mercadorias e pessoas para ajudar o Haiti. Colocando de forma simples, não podemos abandonar o Haiti agora que ele precisa mais da gente".

"A parada em Labadee na sexta foi bem", disse a Royal Caribbean. "Tudo estava aberto, como sempre. Os passageiros ficaram felizes ao saber que 100% dos ganhos em Labadee seriam doados para a ajuda [às vítimas do terremoto]".

Quarenta pallets de arroz, feijão, leite em pó, água e comida enlatada foram entregues na sexta e outros 80 serão entregues, com mais 16 em navios subsequentes. Quando chegam a Labadee, os mantimentos são distribuídos pelo Food for the Poor, um antigo parceiro da Royal Caribbean no Haiti.

A Royal Caribbean também prometeu 1 milhão de dólares em ajuda aos desabrigados e vai gastar parte disso com os 200 marinheiros haitianos que fazem parte das tripulações.

A companhia recentemente investiu 55 milhões de dólares reformando Labadee. Emprega 230 haitianos e estima que mais 300 tiram benefícios do mercado. O lugar foi apresentado como um farol de luz para os investimentos privados no Haiti; Bill Clinton fez uma visita em outrubro. Alguns haitianos denunciaram o aluguel da península como a privatização efetiva de uma parte da costa da república.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

FLAMENGO HEXACAMPEÃO BRASILEIRO


Transcrevo aqui um ótimo texto de Gustavo de Almeida que peguei no blog Eclipse.


Ele consegue expor fatos históricos inquestionáveis para acabar com a falácia do não reconhecer o título de 87 do Flamengo.

"Admito que sou contra qualquer discussão sobre o incontestável (pelo menos para seres humanos de bom senso e não para doidos varridos ou gente desonesta) título rubro-negro de 1987, conquistado em vitórias épicas sobre esquadrões como o Atlético Mineiro e o Internacional de Porto Alegre. (...)

Os torcedores mais novos conseguem acreditar realmente que a CBF é uma instituição tão proba e honesta quanto um convento de irmãs carmelitas descalças, por isso repetem a ladainha de que o Mengão é (só) penta como se fosse isto um mantra que lhes trouxesse paz, glória e tranqüilidade.
Eu decidi que, de agora em diante, tratarei como pessoa desonesta e sem escrúpulos todo aquele que não reconhece o HEXA Rubro-Negro como legítimo. Quem tiver este comportamento, para mim, é igual a quem apóie a pizza do Renan, o Mensalão do Lula, os anões do Orçamento e o esquema PC Farias.
Para entender melhor o motivo de tanta veemência, um pouco de história: em 1987, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), recém-criada da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD), vivia grave crise financeira e um monumental descrédito. O campeonato do ano anterior tinha repetido os tempos da Arena (“Onde a Arena vai mal, um time no Nacional/Onde a Arena vai bem, outro time também”). Exatos 44 clubes haviam disputado o campeonato, que terminou com a justa vitória são-paulina. Mas o prejuízo amargado pela CBF ameaçava até mesmo a realização do certame de 1987.
Por causa disto, os treze maiores clubes do Brasil, liderados pelo sr. Carlos Miguel Aidar – então presidente do São Paulo – fecharam um patrocínio com a TV Globo e convidaram mais três clubes para formar um campeonato com 16 clubes. A CBF concordou com tudo. O campeonato começou já com grandes rendas, muito emocionante, com todos jogando contra todos e não divididos em grupos, sorteados de forma que um time grande jogava contra o Arapiraca e outro jogava contra um time grande.
Diante do sucesso iminente do campeonato, se irritaram os srs. Otávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid (nota: pessoas que inspiram VOCÊ, que ataca o título rubro-negro), que se mantinham anos no poder na CBF graças à estratégia (até hoje usada em algumas federações) de se apoiar em clubes pequenos. Tudo que Otávio e Nabi NÃO queriam era a autonomia dos grandes clubes que, com sua popularidade, não precisavam da CBF para organizar campeonato – como acontece na Europa, onde, por exemplo, a Premier League inglesa não é a mesma entidade que gere a seleção nacional.
Diante da oposição da dupla, os clubes grandes criaram o Clube dos Treze e impuseram a criação de um campeonato com menos clubes. Se realizaram dois campeonatos paralelos, o Módulo Verde, do Clube dos Treze, com 16 clubes, e o Módulo Amarelo, organizado pela CBF com 15 clubes que haviam sido excluído do Clube dos 13. O módulo verde era a Copa União.

Quando já haviam sido jogadas cinco rodadas, a CBF impôs o cruzamento dos dois módulos, uma virada de mesa, um golpe que quem apóia só pode ser gente de má-fé. O vencedor do quadrangular, anunciou a CBF, seria o campeão brasileiro. Os dirigentes de TODOS os clubes que disputavam a Copa União recusaram-se a cumprir a determinação, mesmo porque a competição não era organizada pela entidade. Quando houve essa recusa geral dos 13, ainda não se sabia quem estava mais perto de ganhar. A Copa União – como foi batizada - começou em setembro, e seguiu normalmente até dezembro, assim como o tal campeonato promovido pela CBF.




A final da Copa União, como se sabe, foi disputada entre Flamengo e Internacional, vencida por 1 a 0 no Maracanã (no primeiro jogo o Mengão empatou em 1 a 1). No mesmo dia em que Flamengo x Inter jogavam diante de mais de 100 mil pessoas no Maracanã, Sport e Guarani decidiam o título do inexpressivo Módulo Amarelo.

No primeiro jogo, realizado em Campinas em 6 de dezembro de 1987, o Guarani venceu por 2 a 0. No jogo de volta, dia 13, em Recife, o Sport devolveu o placar.
A prorrogação terminou em 0 a 0. Os dois clubes partiram para a decisão por pênaltis. Acabou em 11 a 11. Ninguém no resto do país, enquanto isso, tomava conhecimento dessa estranha e bizarra cerimônia. No Rio, se estampava uma paisagem vermelha e preta para todo o mundo com a alegria de Zico, Júnior, Leonardo, Aldair, Zinho, Renato Gaúcho e Bebeto.
Ninguém no país inteiro viu que os presidentes do Sport, Homero Lacerda, e do Guarani, Leonel Martins de Oliveira, entraram em campo e acordaram em dividir o título. Cansados de ver aquela patética decisão por pênaltis, apertaram as mãos e disseram ao árbitro maranhense Josenildo Santos que iriam dividir o título. E o jogo foi encerrado.

Só que em 21 de janeiro de 1988, o presidente do Conselho Nacional de Desportos, Manoel Tubino, veio a público afirmar que era o Flamengo, e não a dupla Sport-Guarani, o VERDADEIRO campeão brasileiro de 1987. A afirmação de Tubino contrariou a dupla que comandava a CBF, formada por Otávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid.

A zona se instaurou de vez quando, na hora de organizar o tal quadrangular bizarro, a própria CBF se embananou: quem é o vice do módulo amarelo, se Sport e Guarani dividiram o título? Quem vai pegar o Flamengo? Sim, a verdade é esta: o CRUZAMENTO, SE HOUVESSE, DEVERIA SER ENTRE O FLAMENGO E O VICE DO AMARELO, E NÃO EXATAMENTE CONTRA O SPORT.




Surgiu a proposta de Bangu e Atlético-PR, eliminados respectivamente por Sport e Guarani nas semifinais, participarem do torneio, que viraria assim um hexagonal. Não aconteceu. Sport e Guarani então fingiam que cumpriam a tabela e chegaram à decisão do que a CBF chamava de Campeonato Brasileiro. O primeiro jogo, em Campinas, no dia 31 de janeiro de 1988, acabou 1 a 1. O segundo, em 7 de fevereiro, em Recife, o 1 a 0 para o Sport. E a entidade o proclamou campeão. Quando gente da laia de Emerson Leão, diz, por exemplo, que “o Flamengo fugiu do Sport”, além de estar delirando, não conhece a História: o Flamengo não deveria enfrentar o campeão após a decisão, e sim o vice do módulo amarelo, que nunca existiu.
Isto considerando que o cruzamento era uma jogada imunda de Nabi e Otávio.

O minimamente correto nesta decisão estapafúrdia seria que o Atlético-PR e o Bangu decidissem quem era o vice e, um deles, ostentando tal condição, participasse da decisão. O jornalista Roberto Assaf, muito criteriosamente, lembra que ninguém defende o título que o Vila Nova de Minas levantou ao ganhar a Segunda Divisão de 1971, no primeiro ano em que a CBF tornou o Brasileiro oficial. O Vila ganhou o campeonato e foi sumariamente excluído da Primeira Divisão em 1972.

É verdadeiramente inacreditável como pessoas de razoável bom senso e pretensamente honestas podem apoiar uma barbaridade destas como se houvesse algo minimamente regular, legal, legalizado. Um cruzamento sem vices (aliás, talvez daí a implicância dos vascaínos, deveriam ser convocados para tal papel), um cruzamento decidido na quinta rodada com o campeonato em andamento, um regulamento assinado por todos, e MESMO ASSIM se diz que a CBF é quem decide tudo.

O papel dos torcedores do Sport é semelhante ao de alguém que cava uma vaguinha no serviço público sem concurso. Dizem que são campeões brasileiros de um ano em que não enfrentaram NENHUMA das grandes equipes do futebol brasileiro – o Vasco de Tita e Dinamite campeão estadual, o próprio São Paulo, o Santos, o Atlético Mineiro, o Fluminense, o Botafogo. Tal afirmação de que o campeão é o Sport DESONRA TODOS OS OUTROS CLUBES. “Como um time que não nos enfrentou pode se proclamar campeão?”, deveriam perguntar todos. É, talvez, a pior forma do jeitinho brasileiro, de conquistar sem fazer força, na canetada, o que os outros suam para conseguir. E tal mentalidade é propagada graças a uma manobra repugnante de seres lamentáveis que administravam a CBF – esta mesma CBF que hoje diz que “uma CPI do Futebol atrapalharia a Copa no Brasil”.
Portanto, peço às pessoas honestas, de bem, deste país: não ajude a propagar esta idiotice. O São Paulo é um grande pentacampeão, o primeiro a ganhar duas vezes o Brasileiro chato de pontos corridos, é um clube de estrutura internacional, mas não precisa de papagaiadas para ser grande, de consagrar idiotices que contestam o seu próprio passado de vanguarda, de formação do Clube dos 13.
Vamos dizer NÃO ao descaramento e ao cinismo. O FLAMENGO É HEXACAMPEÃO."



É isso aí .
Não deixe a mentira se propagar.
O Flamengo ganhou no campo, jogando.

O Spot venceu na justiça Pernambucana após o Flamengo conquistar vitórias no tribunal arbitral da CBF e no CND (Conselho Nacional do Desporto) espécie de STJD da época. Portanto o Flamengo conquistou o direito de gritar Tetra (na época só tinhamos quatro) dentro da justica desportiva.




A CBF não reconhece o titulo do Flamengo? Obvio, ela não pode ir contra uma desição da justiça. Mas... agora me respodam uma coisa: O que a FIFA faz com aqueles times que recorrem a justiça comum? PUNE com suspenção das atividades esportivas e multa.

E agora? Quem é o dono da verdade?






Logomarca do Comitê da Bacia do Rio Paranoá - DF é de minha autoria.

Comitê da Bacia do Paranoá já tem Logomarca

Allan Mahet, de São Gonçalo (RJ), foi o vencedor do concurso de criação da logomarca do comitê da Bacia do Paranoá. O resultado da seleção foi publicado hoje (08) no Diário Oficial do DF e o vencedor vai ganhar um prêmio. O trabalho escolhido terá sua propriedade intelectual, patrimonial e o direito de uso cedido à ADASA e ao Comitê da Bacia do Paranoá.

A comissão julgadora do certame foi composta pelo presidente da ADASA,Ricardo Pinheiro; presidente do IBRAM, Gustavo Souto Maior: e o subsecretário de Políticas Ambientais da Seduma, Moacir Arruda. O Comitê da Bacia do Paranoá vem atuando com uma diretoria provisória, e, no início do próximo ano, deverá ter sua primeira diretoria eleita. A área da bacia engloba o mais expressivo contingente populacional do Distrito Federal – Plano Piloto, Lagos Norte e Sul, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Candangolândia, Cruzeiro, Sudoeste, Águas Claras, Guará e parte de Taguatinga.

Cabe ao Comitê promover o debate das questões relacionadas ao uso dos recursos hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes; arbitrar em instância administrativa os conflitos relacionados aos recursos hídricos; estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso da água; estabelecer critérios e promover o rateio de custos das obras de uso múltiplo de interesse comum ao coletivo, entre outros.

Está aí minha obra de arte (rsrs)



Logomarca de Propriedade da ADASA e do Comitê da Bacia do Paranoá