segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

'Star Wars' e 'Senhor dos Anéis' em Blu-ray em 2011

Confirmado na CES que a saga de George Lucas sairá em Blu-ray ainda em 2011. 
Foram divulgadas as opções de boxes que estarão disponíveis no mercado: 


a) A Saga Completa: os seis filmes mais três discos só de extras (com mais de 30 horas só de material adicional).


b) Episódios I, II e III: em um box com três discos, um para cada filme.


c) Episódios IV, V e VI: também com três discos, um para cada filme. 


O preço da edição completa nos EUA (a Amazon já está em pré-venda) é de US$ 89,99. 




Já com relação à trilogia de Peter Jackson baseada no livro de J.R.R. Tolkien a previsão não é tão certa assim, mas existe um esforço do estúdio e da distribuidora para lançá-la em alta definição até o final do ano, aproveitando que o filme "O Hobbit" deve ganhar os cinemas em dezembro de 2012 e dezembro de 2013.


Sobre 'O Hobbit': http://www.omelete.com.br/hobbit/

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mais um Ano de Lama e Morte

Imagem área mostra devastação em área de Nova Friburgo 
(Foto: Marino Azevedo/Governo do Estado do Rio de Janeiro



Mais um Ano

Depois de um ano, no Morro do Bumba, 3.200 famílias que foram desabrigadas por conta do desabamento então ocorrido, encontram-se hoje morando em casas com o aluguel pago pela Prefeitura de Niterói. Outras 800 ainda esperam receber o benefício.

Há um ano, as chuvas também fizeram vítimas em outras regiões do Rio de Janeiro. Desabamentos no Morro do Carioca e na Ilha Grande, ambos em Angra dos Reis e no Sul Fluminense que juntamente com o desastre no Morro do Bumba somaram 220 mortes. Mais de duas centenas de pessoas que não contarão com remédio oferecido pela Prefeitura. Para estas, o descaso custou a vida.

Um ano e tudo se repete. Novamente a chuva, os deslizamentos, as mortes, os desabrigados, as autoridades procurando bodes expiatórios e as reportagens especiais. Tudo se repete e nada é feito. E desta vez, dentre as mais de 600 mortes até agora, não temos apenas 'favelados' que construíram seus barracos em área de risco. Temos ricos empresários, donos de grandes fazendas e sítios e proprietários de aras em meio aos mortos, feridos e desabrigados. Será que, assim como nos demais anos, as autoridades vão culpar os moradores que insistem em construir em encostas? Será que a culpa vai mais uma vez recair sobre quem está soterrado?

Como dito pela presidente Dilma, a ocupação em áreas de risco e regra no Brasil e não exceção e muito pouco foi e é feito para reverter o quadro. Fica difícil culpabilizar a população quando não se tem estratégias de remoção eficazes. Ou quando existem, são incipientes e não atendem a demanda e as necessidades da população a ser removida, e contam com a desconfiança justificada das pessoas. Obras de dragagem e contenção são raras e predominantemente mal executadas. Em Niterói, por exemplo, mais precisamente na Estrada da Cachoeira, as obras de contenção só iniciaram em Dezembro, próximo ao período de chuvas. Tiveram todo o outono e inverno, mais secos, para realizar as obras, mas preferiram colocar os trabalhadores fritando sob sol do meio dia de verão e contar com a sorte de fortes chuvas não acontecerem.

Se a culpa não será da população, muito menos sobre São Pedro poderá cair (apesar de tentarem), uma vez que as chuvas estão dentro do volume esperado. Desta vez vai ficar difícil para autoridades encobrirem seus erros. Pelo menos é o que esperamos, pois o maior receio e que daqui a 1 ano estejamos revivendo as mesmas imagens que há 1 semana tomam conta dos noticiários.

Austrália dá Exemplo

Guardadas as diferenças geográficas entre os dois lugares (a Austrália é predominantemente plana), a terra do canguru dá uma lição de como devíamos enfrentar situações de alagamento como as ocorridas aqui no Brasil nesta época do ano.

Diversos rios transbordaram no nordeste da Austrália, onde choveu mais do que na região serrana do Rio (200 mm contra 180 mm em média), no entanto, lá resultaram em 'apenas' 19 mortes.

No início da tarde de 11/01 (terça-feira), as autoridades australianas emitiram um alerta e esvaziaram o centro da cidade de Brisbane. O rio da cidade transbordou e forte correnteza encobriu as pontes que o cruzam. No aviso feito pela polícia aos moradores do centro, solicitava que evitassem deixar suas casas nas próximas 24 horas e só saíssem se fosse estritamente necessário. As aulas foram suspensas e o comércio local fechou as portas, enquanto as empresas liberaram os funcionários. Avisos foram colocados em prédios, ruas foram interditadas e a cidade se preparou para o que poderia acontecer. Toda a movimentação que há aqui depois das coisas acontecerem, lá ocorreu antes de tudo começar.

As autoridades montaram um plano especial para a retirada dos moradores, que residem em locais com propensão à inundação, para regiões mais altas da cidade, caso o rio ultrapassasse o pico da vazão estimado em 4 metros e 20 centímetros.

São situações diferentes, porém impressiona o contraste da organização australiana com a incompetência brasileira.

Para piorar a situação, segundo a Folha de São Paulo (15/01) existe um estudo encomendado pelo próprio Estado do Rio de Janeiro que já alertava, desde novembro de 2008, sobre o risco de uma tragédia na região serrana fluminense. A situação mais grave, segundo o relatório, era exatamente em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

Também, segundo a publicação os institutos de meteorologia informaram às autoridades locais sobre a possibilidade de ocorrência de chuvas moderadas a fortes, no entanto, segundo a Defesa Civil, a previsão não dava a dimensão da chuva que acabou devastando boa parte das cidades serranas, e os alertas não foram dados.

Pois é, enquanto uns investem na retirada preventiva de moradores e um competente sistema de previsão e aviso à população com o objetivo de salvar vidas, outros gastam com a retirada de corpos dos escombros. É a mazela brasileira diária de uma terra que pode ter sido abençoada por Deus, mas foi esquecida por seus governantes.



Vanderlei Almeida / AFP Photo
dhacc.blogspot.com



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Bluray news nº. 3 com o BD 'O Senhor das Armas'

A revista dedicada a Mídia azul de alta definição chega a sua quarta edição (três regulares e uma especial). Trazendo o filme 'O Senhor das Armas', a revista comenta sobre os detalhes da produção de 'Resident Evil 4' em 3D, matérias sobre colecionadores, ambientes domésticos dedicados a tirar o melhor proveito do som, imagem e conforto, além do já conhecido catálogo de lançamentos em BD..

Também é destaque matéria sobre o filme de Roman Polanski 'O escritor Fantasma'.

O disco em blu-ray de 'O Senhor das Armas', é a edição é a mais completa do mundo e segundo a própria NBO, “a nossa melhor edição em Blu-ray até agora!”. Ele traz o máster HD lá de fora e todos os extras do DVD duplo americano, formando assim uma edição exclusiva no mundo e com todo o conteúdo disponível do filme.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Unificação de Títulos: Justiça Inventada

Eu não poderia deixar de comentar sobre a unificação dos títulos brasileiros proposta e oficializada pela CBF há poucos dias, uma vez que ela tende mais a um ganho político (contraria interesses de São Paulo e Flamengo que lideraram o movimento contra o candidato de Ricardo Teixeira à presidência do Clube dos Treze) do que realmente oferecer justiça aos grandes astros da era de ouro do nosso futebol.

Estranhamente essa estratégia acontece justamente quando dois times cariocas ganharam os dois últimos campeonatos brasileiros e coincidentemente a decisão pela unificação beneficia muito mais a São Paulo do que ao Rio de Janeiro. Nesta divisão dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa a terra da garoa levou 10 títulos enquanto a 'cidade maravilhosa' apenas 2.

Indo aos fatos: Com a criação da Taça Libertadores da America pela Confederação Sul Americana (Commebol) tornou-se imperioso a criação de um campeonato de nível nacional que pudesse indicar os representantes nacionais ao torneio continental. Criou assim a taça Brasil, cujo regulamento nos lembra uma MINI COPA DO BRASIL, uma vez que contava apenas com os campeões estaduais em um mata-mata (com rodadas eliminatórias em jogos de ida e volta).

O primeiro campeonato foi disputado entre 16 equipes no qual sagrou o Bahia como campeão. O segundo em 1960 foi ganho pelo Palmeiras. A partir desse ano o campeão do ano anterior era privilegiado ao entrar apenas na fase final da competição, o que gerou alguns problemas como, por exemplo, a não indicação do clube campeão para a Libertadores em 65 por entender que a competição havia sido descaracterizada.

De 61 a 65 o Santo de Pelé papou todos, beneficiado pelo ótimo time, claro, e também pelo regulamento que proporcionava aos times de Rio e São Paulo (e aos campeões) entrarem já na semifinal. O penta do santos foi assim conquistado com apenas 22 jogos. Isso mesmo, apenas 22 jogos e cinco taças para casa. Hoje são necessárias 38 partidas para um clube ser campeão brasileiro. Vinte e duas partidas = Cinco Taças X Trinta e Oito partidas = Uma Taça. Na Copa do Brasil são 10 partidas por um caneco e na Copa União de 87 o Campeão (em campo) Flamengo jogou 19 partidas.  

Em 66 foi a vez do Cruzeiro e no ano seguinte novamente o Palmeiras. E é aí que as coisas se complicam de vez.

No mesmo ano de 67 outro campeonato surge, O Roberto Gomes Pedrosa, em substituição ao Rio São Paulo passando a incluir clubes de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. (Mais uma vez lembrando a Copa União de 87, a competição organizada pelo Clube dos Treze, contava com representantes do futebol Nordestino: Bahia e Santa Cruz).

Este primeiro campeonato, já disputado no sistema de pontos corridos em grupos e posteriormente em mata-mata, foi ganho também pelo Palmeiras, que já havia faturado a Taça Brasil do mesmo ano. Ficamos assim com um absurdo maior do que os dois cariocas do Flamengo em 79 (devido à unificação do Estado da Guanabara ocorreram dois cariocas em 79).

No ano seguinte o Robertão, que ganhou a alcunha de Taça de Prata, passa a contar com clubes do Nordeste e funda assim a base conceitual do brasileiro verdadeiramente com divisões em grupos e quadrangular final.

O torneio foi de 67 a 70 (Palmeiras, Santos, Palmeiras novamente e Fluminense foram os campeões ) dando lugar ao Brasileiro.

Cabe ressaltar que de 68 a 70 foi a Taça de Prata (Roberto) passou a indicar o representante nacional a Libertadores.

Considerando os pontos apresentados identifico os principais obstáculos com a unificação ocorrida.

A. Em nenhum dos torneios conhecidos como Taça Brasil verificamos componentes semelhantes em estrutura a algum brasileiro ocorrido. A ausência de uma fase, de grupos que seja, pôr pontos corridos o distancia dos torneios a partir de 71, ou mesmo aos Roberto Gomes Pedrosa.

B. A estrutura de Taça Brasil, semelhante muito mais a Copa do Brasil, pode gerar desejo comum entre os ganhadores do torneio do primeiro semestre em querer unificar seus títulos com os brasileiros. Torneios de segunda classe como: Torneio dos Campeões de 1982 (Campeonato que teve apenas uma edição, America-RJ foi o primeiro e único campeão) e Copa dos Campeões de 2000 à 2002 (competição disputada entre os melhores colocados nas copas regionais - Rio-São Paulo, Sul-Minas, Nordestão, Copa Norte, Copa Centro-Oeste e que indicava representantes à LIbertadores) poderão ser validados como Brasileiros em algum momento (caso seja de interesse da CBF).

C. O Roberto de 67 não contou com qualquer time do Nordeste, era um Rio-São Paulo aumentado.

D. A Copa União, vencida pelo Flamengo em campo e na justiça comum pelo Sport, mesmo sem ser ter concluído a final, era muito mais semelhante ao brasileiro do que a Taça Brasil.

E. Campeonatos mais antigos como o Argentino e o Português não realizaram a unificação, nem por isso deixam de reconhecer o valor de seus craques do passado.

Portanto não é questão de cometermos injustiça com um passado glorioso de nosso futebol, mas sim de sermos justos com aqueles que disputaram campeonatos estruturados e longos e que não podem ficar em pé de igualdade com campeonatos ganhos com apenas quatro jogos (64 e 65). Os interesses escusos da CBF não podem manipular a história do esporte desse jeito e reescrevê-la a seu bel prazer. 

Para saber mais: 





terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Logo dos Jogos Olímpicos Rio 2016: Modernidade sem Alma

Após meses de suspense foi lançada a Logo dos Jogos Olímpicos Rio 2016.




O desenho criado pela agência Tátil Design representa pessoas de mãos dadas num formato que lembra o Pão de Açúcar, cartão postal do Rio. Ela traduz com inspiração o espírito olímpico e seus atletas, o Rio e os cariocas, sua natureza, sentimentos e aspirações. 


Obviamente que, principalmente em se tratando de uma logo olímpica, não irá agradar a gregos e troianos, mas é inegável a melhor receptividade do que teve a marca da Copa do Mundo de 2014. 


Em minha leiga avaliação ocorreram erros e acertos na marca.


Como destaque positivo ressalto a clara inovação em propor uma logo tridimensional, diferente de tudo que já havia sido criado em termos olímpicos.


Foram raros os momentos em que a mediocridade (Tóquio 64, Los Angeles 84 e Atlanta 96) foi deixada de lado e propuseram algo novo, como por exemplo em Munique 72, Barcelona 92 e Atenas 2004, sem cair no ridículo como Londres 2012. 




No entanto creio que, apesar de bem resolvida a marca perde em espírito olímpico. Parece que falta algo. Parece que não lembra Olimpíadas. Sobra modernidade, beleza e uma certa leveza mas falta alma. 


Acusações de plágio e brincadeiras com o logo irão surgir, assim como surgiu com o de Pequim e com certeza fizeram com as demais. 




Até eu entrei na onda e propus um esquema de desenvolvimento da marca. 


+
=

Mesmo considerando que não tenha ocorrido plágio fica um sentimento de que poderia ter sido algo a mais. A expectativa foi muito grande e o resultado apenas bom e correto. 


E é claro que criei minhas propostas, que cheguei a encaminhar para algumas agências, inclusive a Tátil, ganhadora do concurso, antes de sair o resultado do concurso.


A primeira proposta composta ressalta dois elementos no mesmo desenho. 


Em uma 1ª análise vemos o pão de açúcar (em verde), a Baía de Guanabara (em azul) e o sol (em amarelo). Esta mesma composição nos leva a uma outra análise, a de um corredor cruzando a faixa de chegada de uma maratona, onde os braços e pernas são o 'pão de açúcar e a cabeça o sol'. 


Portanto em uma mesma concepção vimos uma referência a cidade sede e também ao espírito olímpico.





A segunda proposta traz como elemento principal o sol que irradia a alegria da cidade a todos os cantos do globo, representado tanto pela esfera como pelas cores utilizadas.






A última proposta é para os jogos paraolímpicos, que assim como a primeira proposta aposta em composição que aponta para duas visões.


Primeiramente vemos um corredor em cadeiras de rodas com a cabeça de braços em preto e as rodas em movimento representadas pelos traços nas cores vermelha, azul e verde (do comitê paraolímpico). Em uma outra análise os braços deste corredor foram o pão de açúcar vazado (em branco). Ou seja, novamente temos a representação da cidade e do espírito olímpico.





Óbvio que essas propostas precisam passar um trabalho mais profissional, um toque mais refinado e melhor trabalho em relação às cores, mas o conceito até que não está ruim e vou explicar o motivo. Creio que um logo, ainda mais de uma Olimpíada, tem de ser claro, de fácil entendimento para todas as pessoas. Necessitar de um vídeo explicativo para fazer entender o conceito de um logo não me soa bem. Se um logo só é entendido, de primeira, apenas por especialistas da área de design, creio que ele não tenha atingido seu objetivo. Se ele é complicado, não é lembrado. Se não é lembrado, não funcionou. Daqui a pouco teremos de colocar legendas em alguns logos. 


Não estou afirmando que o logo da Rio 2016 é trágico à esse ponto, nem que o meu é melhor, pois se o fosse, aí sim seria trágico, porém esperava um pouco mais sim e que ele fosse mais... olímpico.  


Não teria a pretensão de que um logo criado por um Assistente Social (que sem ter qualquer curso na área de design, já ganhou um concurso de logo) fosse melhor do que o material de mais de 200 agências, mas tenho o direito de opinar.